quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mi corazón, cap I

2 comentários:
 

Eu estava sentada no banco da pracinha que fica a poucos metros da minha casa. Era um dia de sol, não como qualquer dia, aquele estava especialmente agradável, as árvores balançavam com a leve brisa que acariciava meu rosto, algumas crianças corriam ao redor, eu adorava essa sensação de lugar feliz.
Subitamente senti uma vontade enorme de sair dali correndo, eu podia, deveria, mas não era educado da minha parte, eu tinha que cumprir o que combinei, não acreditava no quão medrosa eu parecia. Tirei do bolso o bilhete, aquele pelo qual eu tinha feito essa loucura de vir aqui, não seria loucura se fosse apenas um passeio, mas era mais do que isso, um encontro.
Eu nem ao menos sabia de quem se tratava, só sentia o suor frio que escorria do meu rosto, eu estava com medo, e muito. Não esperava receber todas essas cartas ao longo dos meses, mas me animava em saber que ainda existia algum garoto que não se escondesse atrás de um computador, esse preferia escrever cartas, antes isso.
Cheguei à conclusão de que preciso dizer tudo o que sinto olhando em seus olhos, os mais lindos olhos, quero finalmente te abraçar, sentir seu perfume e acariciar seu rosto, em algum momento isso iria acontecer e fico feliz que possa ser agora, me encontre na pracinha perto da sua casa às 15 h
Eu lia e relia o bilhete, nunca havia visto uma letra de garoto tão bonita, eu era suspeita para falar, sempre tive uma letra horrível, nada comparado à dele.
As cartas nunca vinham assinadas, nem ao menos uma letra, nada. Me corroía por dentro tentando descobrir, mas as cartas simplesmente chegavam, nunca consegui ver o remetente enviando.
Mas toda essa curiosidade ia acabar em alguns instantes, eu esperava.
O relógio parecia não estar colaborando, os ponteiros não se moviam, ou era eu que estava com algum problema, com certeza era eu.
Sentia minhas mãos suando, meu estômago estava cheio de borboletas, a boca seca, as pernas tremendo, enfim estava perdida. Além de estar apaixonada platônicamente por um escritor de cartas, eu parecia uma boba.
Respirei fundo tentando aliviar a tensão. Senti uma mão tocar meu ombro, grunhi, não conseguia me virar, travei. Idiota, idiota mil vezes idiota, esperei por isso muito tempo eu não podia estragar tudo, mas já estava. Percebi então seu corpo se movendo para o lado, eu estava olhando para os meus pés, tomei coragem e olhei para cima, meus músculos do corpo inteiro simplesmente enrijeceram, eu não podia acreditar. Ele, ele era...
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Então é o seguinte, se vocês quiserem eu continuo a história.

Beijos :*
Eli

2 comentários:

  1. Continuaaaaaaaaaaaaa.. LKDJASKJA Beijos Eli, tá tudo muito divo como sempre.

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  2. Que fim cruel! rsrs
    Continua sim 0/ Quero ver.:)

    ~> Beijusss

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